Câmara discute medidas para amenizar intenso trânsito em frente ao Sinodal
com a direção do educandário, representantes dos pais de alunos e Prefeitura. “Ao meio-dia, quase já não tem como passar em frente porque o fluxo de veículos não tem andamento, pois alguns param no meio da rua. Também há fluxo em mão-dupla, motoristas parando os veículos nas duas mãos para o embarque das crianças, outros querendo passar, outros buzinando, além dos transportadores que vêm pegar as crianças”, disse a Vereadora.
O encontro tinha o objetivo de colher sugestões da Escola, do Secretário de Viação e Serviços Urbanos e do Diretor do Departamento de Transporte e Trânsito, assim como de transportadores de alunos e SMEC, para ver qual seria a melhor solução. “Como está não é possível, porque se coloca em risco as crianças”.
Lório Schrammel, diretor do Sinodal, conta que desde que chegou a Montenegro, em 2004, o assunto vem sendo discutido e não teve avanços, mas que a solução não está na Escola. “Há um valor maior em jogo: a vida dos nossos alunos. De 2004 a 2016, o número de alunos da Escola triplicou, acredito que o número de automóveis tenha crescido muito na cidade. A Rua Capitão Porfírio, nos fundos da Escola, quando vim para cá, literalmente era uma rua de fundos. Hoje, temos lá toda a entrada da Educação Infantil, com cerca de 150 crianças deixadas ali, no início da tarde”, descreveu.
Lembrou que o comportamento do pai de um aluno da Educação Infantil é “totalmente diferente” do pai de um aluno maior. “O pai que deixa o aluno na entrada pela Rua Fernando Ferrari encosta o carro, abre a porta e o filho sai correndo. O da Educação Infantil é diferente: ele para o carro tira a criança, a leva até a sala de aula e volta o que leva, no mínimo, dez minutos. Isto gera um trânsito não somente na rua dos fundos, mas em todo o entorno”, descreve.
Escola deverá oficializar
Em sua visão, a Capitão Porfírio continua sendo uma rua totalmente marginalizada. “Nunca vi uma rua assim, de entrada de escola. Já foram prometidas obras, sendo que já estamos na terceira administração e não aconteceu nada”. De acordo com Ricardo Endres, Secretário de Viação e Serviços Urbanos, haveria possibilidade da SMVSU efetuar a pavimentação com asfalto frio numa extensão de oitenta metros, até o final do pátio da Escola. “Se acharem que isto resolveria estamos dispostos a fazer, como medida paliativa”, declarou, estipulando um prazo de trinta dias para a sua execução.
A Vereadora Rose Almeida sugeriu que a Escola efetuasse um pedido ao DTT, para que o órgão o encaminhe à análise e aprovação do Conselho de Transporte e Trânsito, visando autorização para o estacionamento oblíquo na Rua Capitão Porfírio. Segundo Rose, a via comporta esta medida, pois é bastante larga. “Não vou prometer que será feito. Vai ser analisado juntamente com os técnicos, e se houver possibilidade, será”, disse Airton Oliveira de Vargas, Diretor de Transporte e Trânsito.
Rose também sugeriu modificação no trânsito, da seguinte forma, com o objetivo de evitar os congestionamentos: “quem vem da Timbaúva através da Avenida Ivan Zimmer, viria naquela mão em direção à Escola, com os pais estacionando em frente e os demais do outro lado da Rua, ambos no mesmo sentido, e quem desce pela Rua Capitão Porfírio, vai pegar seus filhos nesta Rua. Depois, faz a volta e vai embora pela Rua Capitão Cruz, e quem veio da Timbaúva sai na Rua Bento Gonçalves”. Conforme a Vereadora, isto amenizaria a situação.
No final, se definiu que o pedido seria oficializado, através da remessa de ofício do Colégio solicitando tanto o asfaltamento daquele trecho da Rua Capitão Porfírio como a mão-única em frente, o qual chegaria ao conhecimento da SMVSU e do Departamento de Trânsito. Também comentada a importância de que haja maior quantidade de ações de conscientização dos pais, sobre o comportamento no trânsito. “Na reunião se conseguiu construir, pelo menos, parte do que a gente pretendia”, concluiu a Vereadora Rose.