Câmara discute medidas para conter acidentes em trecho da Via II
Ocorreu na manhã de quarta-feira (11), provocada pelo Vereador Cristiano Braatz (PMDB) - “Von”, tendo por base um monitoramento que colaboradores do Hospital Unimed, situado nas proximidades, vem realizando no local. “Ocorrem diversos acidentes naquele ponto, inclusive envolvendo funcionários”, lamentou Gilberto Moraes, técnico de Segurança do Trabalho da Cooperativa, um dos participantes.
O local onde os motoristas fazem a conversão da Avenida no sentido bairro/centro, um pouco depois do Hospital, tem sido o mais crítico. O problema chegou a ser discutido pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), da Unimed. Segundo as observações, o ponto fica bem numa curva, e quem trafega no sentido bairro/centro não consegue visualizar os carros que estão parados, aguardando a oportunidade para fazer a conversão. Na opinião do Técnico de Segurança, a manobra coloca em risco os motoristas.
Para encontrar saídas, Von promoveu reunião entre a equipe de colaboradores do Hospital e técnicos da Prefeitura, como o Secretário de Obras, Argus Machado e o Diretor de Trânsito, Airton Vargas. Cristiano Braatz disse que foi motivado a requerer o encontro em atenção não somente aos usuários da rua, mas aos próprios funcionários da Unimed, que vivem o problema no dia-a-dia. “Trata-se de uma via com grande fluxo de veículos, que necessita de intervenções urgentes”, defendeu Von.
Tatiani da Silva, estoquista da Unimed e membro da CIPA, falou sobre a questão da velocidade dos veículos e a falta de faixas de segurança. Edson Roberto Santos, morador nas proximidades, completou: “mesmo respeitando a velocidade, o local é de grande risco”. Aponta que não existe a visibilidade desta conversão. O Técnico de Segurança do Trabalho sugeriu, inicialmente, a instalação de redutor de velocidade.
Para Edson Santos, o ponto de conversão do sentido bairro/centro da Via II, que não havia no traçado original, foi criado justamente em função das ambulâncias do Hospital Unimed. Sugere que seja deslocado para em frente ao Pronto Atendimento do Hospital. André Luiz Hinterholz, da administração do HU, foi além, sugerindo que esta conversão seja autorizada exclusivamente para ambulâncias.
O Secretário Argus Machado e o Diretor de Trânsito, Airton Vargas ouviram tudo atentamente. Cautelosos, fizeram anotações e informaram que estudariam tecnicamente o que foi sugerido. Vargas lembrou que a concepção original da Avenida Júlio Renner era ser uma via expressa. Porém, ao longo do tempo, acabaram acontecendo estes cortes.
Vargas adiantou que seria preciso medir o tempo que essa ambulância ficaria aguardando para fazer a conversão e o que ela levaria para se deslocar até à rotatória, que fica a cerca de duzentos metros do Hospital. Ele acredita que uma das alternativas a considerar, em se tratando de segurança das vidas, é o fechamento desta conversão.
Para Cristiano Braatz, o correto consiste na instalação de lombadas eletrônicas ou pardais, em vias expressas. Vargas aponta que este é o caminho adotado futuramente.
No final, resultou o compromisso da Secretaria de Obras Públicas e da Diretoria de Trânsito de analisar os pedidos, em especial quanto ao caso mais urgente, o da conversão, em que ocorrem acidentes com frequência. Argus Machado comentou que será realizada uma simulação com ambulância, e medido o tempo de espera para a conversão e o de ir até à rotatória. Realista, Vargas declarou que as faixas de pedestres serão pintadas assim que for finalizado o processo de compra da tinta. “Já conversei com o Prefeito Kadu. Nossa prioridade será em frente às escolas e hospitais”, finaliza.