Câmara em Serra Velha: as estradas precisam ter valetas
Manutenção das estradas, conclusão do ginásio, energia trifásica, figuram entre as reivindicações que os habitantes tiveram a oportunidade de apresentar diretamente aos Vereadores.
“Desde 2009, estamos fazendo isto: uma vez por mês vamos até às pessoas, para ouvi-las”, explicou o Assessor de Comunicação da Câmara, Sílvio Kaél, que no início fez um histórico do projeto. “Diferente do formato de uma sessão, nas reuniões do projeto A Câmara Vai aos Bairros e ao Interior são vocês que têm a palavra, os Vereadores escutam as demandas”, definiu.
A presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, Vereadora Josi Paz, mencionou que há cinco ginásios com problemas em localidades do interior: “este é um deles, foi entregue à comunidade, mas ainda não está concluído”. Na sequência o morador Neri Antônio Cheron, representante da localidade, declarou que as pessoas estavam presentes somente para tratar a respeito da estrada: “é o maior problema que está acontecendo na comunidade”. Na visão dele, “o povo do interior, quando recebe uma estrada mais ou menos boa para transitar, ele se aquieta por um bom tempo”.
Outro pedido: melhoria na iluminação pública. Conforme Neri, no terreno onde está a Sociedade existe três lâmpadas com problemas: duas só acendem de vez em quando, às vezes passam uma semana sem acender, e uma está queimada. E na frente da igreja caiu um poste devido a um temporal, sendo que quebrou um dos braços da lâmpada. Trocaram o poste e não colocaram um novo braço. “Temos uma missa na primeira sexta-feira de cada mês, às sete e meia da noite. Seria importante ter uma lâmpada na frente da igreja para iluminar, à noite”.
Prosseguiu: “quanto à estrada, ela precisa ter valetas. Faz muitos anos que não é feita uma valeta na estrada. Para onde a água vai correr? No momento em que fizerem as estradas, deixarem elas mais ou menos adequadas, o povo estará todo tranquilo e contente, ninguém reclama nada”.
Também necessário concluir o ginásio e instalar a rede trifásica, disse o morador. Aírton Quadros, presidente da UMAC, que também participou, diz que a entidade faz um elo entre as comunidades, as associações, a Administração e a Câmara de Vereadores: “nós trabalhamos em parceria. Coordeno as eleições das associações comunitárias de todo o município, são 54 ao todo, sendo que nem todas estão em atividade”.
Luz fraca
Reforçada pela moradora Margane Francieli Rohden foi a necessidade de rede trifásica: “a luz melhorou, mas ainda é fraca, tanto que no final da tarde, quando há motores em funcionamento, para outros aparelhos a energia fica muito fraca”. Apontado ainda o problema de algumas pontes estarem se desfazendo: “a que fica no limite com Brochier está bem fraca, a de madeira, na estrada em Serra Velha, está começando a se desfazer, e também a que liga o distrito com o de Bom Jardim”, descreveu um morador, apelando para que sejam refeitas “com um material bem forte”. Também reclamado sobre o lixo que fica atirado fora das lixeiras.
Comentado ainda quanto à manutenção das estradas na divisa de Montenegro com Brochier. Um morador quase na divisa entre os dois municípios afirmou que a situação “é uma vergonha”. Acha que Brochier não a realiza porque acredita ser uma responsabilidade de Montenegro, sendo que o inverso ocorre. “As máquinas vêm até um trecho e voltam e lá na divisa nós ficamos a ver navios”.
Prosseguiu: “a capoeira está entrando na estrada, um carro meio baixo não passa mais, ou se passa, arranha as laterais. Os buracos enchem de água num dia de chuva. Vem uma pessoa que não sabe e cai dentro. Aí, quem é que vai pagar?”, reclamou. Também dito que precisaria ser instalada uma torre de telefonia, “com urgência”.
Ao final, o presidente da associação, Hélio Silva, junto com a Vereadora Josi Paz (PSB), fizeram o sorteio do local onde vai ocorrer a próxima reunião do projeto, mês que vem: o Bairro Zootecnia, na zona urbana.