Conselho de Ética arquiva denúncia contra o Vereador Cristiano Braatz
A reunião do Conselho, presidido pelo Vereador Joel Kerber (PP), aconteceu no final da manhã de sexta-feira (14). Kerber abriu os trabalhos solicitando que o relator fizesse a leitura do parecer. Em seguida, colocou-o em votação. Foi aprovado por unanimidade por todos os membros: Erico Velten (PDT), Joel Kerber (PP), Juarez da Silva (PTB), Talis Ferreira (PR), Josi Paz (PSB) e Felipe Kinn da Silva (PMDB).
A Vereadora Rose Almeida, no processo que foi aberto, alega que na sessão da Câmara de 11 de maio, Cristiano Braatz praticou o ato de falta de decoro parlamentar, bem como inobservância e descumprimento da Resolução nº 74, de 10 de dezembro de 1972 (Regimento Interno da Câmara). Almeida observa no documento que durante o seu pronunciamento na Tribuna, na chamada Hora dos Oradores, Cristiano Braatz, numa demonstração de que não concordava com o que estava sendo dito pela vereadora, sentado em seu lugar na Mesa Diretora, gesticulava e falava.
Na ocasião, Almeida solicitou a interferência da presidência, pois nenhum Vereador pode se manifestar sem pedir aparte. Seguindo sua justificativa no documento, a Vereadora diz que logo após o Vereador Cristiano Braatz pediu aparte, e mesmo sem haver o concedido o Vereador, usando o microfone, proferiu a seguinte frase: “eu vou sair sim, porque antes de sentir pena é sentir nojo de alguém”. O pedido da Vereadora como aplicação de pena, é a medida disciplinar de Censura, prevista nos art. 16 (a) e 17, inciso II, da Resolução 143/05, da Câmara Municipal de Vereadores.
O Vereador Cristiano Braatz apresentou sua defesa, alegando que não teve a intenção de ofender qualquer trabalho da colega Vereadora, dando conta de que a Vereadora Rose Almeida aguardou 21 dias para a apresentação da representação. Ele também alegou que está focado na busca de soluções aos problemas da cidade, não tendo intenção de ofender ninguém.
Em seu parecer Erico Velten diz que, ao analisar os fatos apresentados na representação, entende “que a mesma não deve prosperar”. Citou que o acontecido entre os Vereadores Rose e Von, na Sessão Ordinária do dia 11 de maio, demonstra “a forma acalorada como os debates no campo político estão ocorrendo na cidade”. Também diz que em nenhum momento Von dirigiu tal tom pejorativo diretamente à Vereadora.