Entidades, na Câmara, lutam pela realização da 15ª Feira do Livro

por mon — publicado 24/08/2017 10h47, última modificação 14/02/2022 17h06
Garantida a realização da 15ª Feira do Livro, de 21 a 25 de novembro. Certeza manifestada após reunião, terça (23), na Câmara, de autoria dos Vereadores Talis Ferreira (PR), Josi Paz (PSB) e Rose Almeida (PSB).

A Diretora da Biblioteca Pública Municipal Hélio Alves de Oliveira, Ana Valdeti Martins, afirmou que não trabalha com a hipótese de cancelamento. Conta que há algum tempo foi encaminhado um projeto da Feira para Brasília, com a pretensão de obter recursos. No entanto, há 15 dias, informado que o governo federal também não tem dinheiro para o seu custeio.
São previstos R$ 140 mil para pagar a programação, ainda não definida, e a estrutura, o item mais caro. “Mas nós não temos esse dinheiro, então a minha sugestão é a de que alguém que tenha contato com um político ‘de peso’ de Brasília consiga alguma verba”, sugeriu Ana Valdeti.
A Vereadora Rose salienta que o primeiro passo é saber o valor que a Prefeitura tem destinado ao evento, para depois pedir auxílio às demais entidades. Faltando pouco mais de três meses para o início das atividades, a aflição é, também, pelo fato de que nem os escritores foram convidados e trabalharam seus livros nas escolas. Esta atividade é denominada como pré-feira. “A feira literária é, na verdade, o encerramento. E precisamos começar a programação logo, pois isso já tinha de estar definido”, ressalta a diretora. “Acabamos de passar de uma administração para outra, mas isso não pode interromper a continuidade dos projetos”, sublinha.
Praça seria o melhor local
Deisi Walber, representante da Secretaria da Fazenda, diz que a responsabilidade financeira deve ser da SMEC e que, depois de avaliada a questão nesta pasta, podem ser pensados os próximos passos. No entanto, Rita Carneiro Fleck, Secretária de Educação, antecipa que não será fácil conseguir qualquer dinheiro, pois, no momento, muitas Secretarias passam por problemas.
Ana Valdeti sustenta a ideia de que a única esperança é Brasília. Todavia, compreende que o tempo hábil para um processo tão demorado gera angústia. A Vereadora Josi Paz aponta que outra saída é pedir reforços das universidades do município, Unisc e Uergs, e da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI). “Todas as possibilidades são válidas porque o tempo de pensar na solução e executá-la é curto”, frisa.
No debate, surgiu a sugestão de que a Estação da Cultura poderia abrigar a Feira do Livro deste ano, o que reduziria o custo de locação de parte das barracas. Porém, a gerente do SESC Magda Azeredo, manifestou-se contra, dizendo que o público do evento seria significativamente menor. “Acredito que só prestigiariam moradores próximos e escolas. A Praça é o melhor lugar, por ser local de passagem de todos. Com certeza, a visitação no evento seria dobrada”, assegura. “Não adianta pecarmos na programação para ter estrutura melhor, que é o que carece”, alerta.
Para Magda, mesmo que o evento não aconteça no modelo criado há 15 anos, deveria existir uma atividade alusiva à literatura. “O público espera por isso”, argumenta.
No final, o Vereador Talis disse que a melhor opção seria os apoiadores verificarem o quanto podem contribuir financeiramente. Na reunião, por unanimidade, todos decidiram unir forças, juntamente com o SESC, Biblioteca, Secretaria Municipal de Educação (SMEC) e Prefeitura, para a realização do evento. Nova reunião foi marcada para terça-feira, dia 29, às 10h. Ficou definido o compromisso de serem divulgados os recursos que podem ser disponibilizados pelas entidades, assim como os próximos encaminhamentos.