Precariedades do Bairro Estação foram debatidas na Câmara

por mon — publicado 01/06/2016 16h08, última modificação 01/06/2016 16h08
A grande quantidade de problemas no Bairro Estação foi tema de encontro nesta segunda (30), na Câmara, com a presença de moradores e Prefeitura, que debateram temas como o precário estado de conservação das ruas, presença de esgoto à céu aberto, transporte público e segurança.

   
    Participaram moradores, como Nélson Zanella e Mônica Martini, o Secretário de Habitação, Ernani Santos e o presidente do Conselho Municipal de Habitação, Edson Vargas da Silva.
    O proponente, Vereador Ricardo Kraemer (PT) iniciou comentando que no ano passado um grupo se mobilizou para sugerir aos Vereadores a apresentação de emenda à LDO, visando construir um centro comunitário. “Na LDO existe a previsão de pavimentação da Rua das Artemísias. O problema da falta de habitação é grave, agravado com as recentes ocupações, sem água, luz e saneamento, em que há a presença de crianças, que começam a circular pela vizinhança pedindo”, descreveu.
    Indagando de que forma o Legislativo pode intervir na busca de uma solução, explicou que se está no momento de planejar a LDO 2017, em que se poderiam construir em conjunto políticas que possam ajudar a comunidade.         
    Ana Paula Romero afirmou que a comunidade está abandonada, foram para o PSH sem nenhum acompanhamento. Um dos maiores problemas é o das invasões. Segundo os participantes, algumas casas do Programa de Subsídio da Habitação (PSH) estão sendo invadidas ou comercializadas pelos moradores. A área verde entre a Rua das Artemísias e a dos Suspiros também está tendo uma ocupação irregular.
    Vistos veículos que chegam deixando pessoas, que logo passam a ser ocupantes das moradias, construídas irregularmente, na área verde. Também há ruas com buracos e uma “creche” que não foi concluída. Conforme o Secretário de Habitação, Ernani Santos, o Poder Público estuda medidas para averiguar a situação das invasões do PSH. Estão sendo digitalizados os cadastros dos beneficiados, assim como há uma sindicância em andamento na Prefeitura, para apurar os culpados pela invasão.
    Para o Vereador que a propôs, na reunião houve apenas a intenção de se verificar o que pode ser feito no local, algo que classifica como “insuficiente”. Conforme o arquiteto e urbanista Edson Vargas, presidente do Conselho de Habitação, seria preciso uma análise com projeto contemplando todas as necessidades daquela população, além de haver continuidade no planejamento. Para ele, ou as pessoas deveriam ser colocadas em outra habitação, ou se contemplar a existente com as suas necessidades. Novo encontro foi marcado para daqui a três semanas, momento em que Kraemer espera que surja uma proposta mais objetiva para contemplar aquela população.