Preço das distribuidoras: razão da gasolina mais cara em Montenegro
“Somos como se fosse uma ilha, pois os preços praticados pelas distribuidoras para Montenegro são maiores do que aqueles cobrados para a região, segundo nos dizem, com frequência”. Em decorrência, diz que consumidores locais acabam abastecendo seu veículo em municípios de fora, o que gera impostos em outras cidades e tira fatia da margem de lucro dos postos daqui, que já é pequena. “Teríamos que buscar uma alternativa de solução para que o povo todo volte a abastecer aqui na cidade, gerando impostos e renda para Montenegro”.
Defende que estes consumidores sejam resgatados, pois a prática de abastecer seus veículos em outras cidades gera prejuízos, tanto para a arrecadação dos cofres públicos, quanto para os empresários, que deixam de contar com o abastecimento em seus postos.
Os relatos de comerciantes foram de que os valores excessivos são fixados pelas distribuidoras, sendo que há uma política de formação de preços tida como “obscura e unilateral”, e que no momento da negociação eles precisam praticamente implorar por melhores condições, pois se trata de um jogo em que os postos não têm voz ativa. Acabam sofrendo a maior penalização, pois consumidores dizem que estariam sendo “roubados”, no momento em que abastecem.
Outro fator que influi, segundo os comerciantes de combustível, é a ocorrência de uma variação diária dos preços nas refinarias, em função da política da Petrobras de acompanhar o valor do petróleo no mercado internacional, em dólar, mas que os postos não conseguem repassar ao consumidor, que já reclama dos valores cobrados atualmente.
Comentado durante o encontro que a situação vem gerando reações por parte dos postos, tais como reduzir despesas e demitir funcionários, o que segundo relatos, teria atingido nos dois últimos anos próximo da metade do quadro de pessoal.
O Vereador Joel Kerber fez a proposta de levar o caso ao Ministério Público, para apurar o motivo dos preços excessivos que as distribuidoras cobram das revendedoras. Participantes do encontro, os Vereadores Felipe Kinn da Silva (PMDB) e Juarez da Silva também têm a opinião de que as distribuidoras devem ser pressionadas a dar aos postos montenegrinos as mesmas condições de negociação oferecidas a comerciantes de cidades próximas. O Secretário Municipal de Indústria e Comércio, Elias da Rosa, propôs incluir a Agência Nacional de Petróleo (ANP) no debate. Já a reunião com o Ministério Público deverá ser agendada nos próximos dias.