Vereador Luis Azeredo busca aproximação da Aapecan com Montenegro
Além do presidente do Legislativo, Vereador Carlos Einar de Mello (PSB) – “Naná”, houve a participação da Secretaria de Saúde, Hospital Montenegro, Agentes Comunitárias de Saúde e de portadores de câncer, que deram seu testemunho sobre como enfrentaram a doença.
Luis Azeredo revelou seu propósito de em 2017 criar um grupo para desenvolver trabalho com pacientes portadores de câncer, para o qual seriam envolvidos diversos setores, como a Secretaria Municipal de Saúde, Hospital e imprensa. O objetivo seria aproximar a Aapecan com Montenegro. “Infelizmente, há muitos portadores de câncer na cidade, é preciso ter um pouco de estrutura”, cita, lembrando que muitas famílias sofrem com este problema ou já sofreram, e poucas sabiam da existência da Aapecan.
Conforme Scheila Romagna, Psicóloga e Verônica Maidana Formiga, Assistente Social, integrantes da diretoria, a Aapecan teve início a partir de um grupo de voluntários que atuavam em hospitais de Caxias do Sul, os quais perceberam que os pacientes com câncer tinham suas demandas assistidas integralmente enquanto estavam internados no hospital, mas após a alta ficavam desassistidos, porque o tratamento requer muitos recursos materiais e financeiros.
Explica que, além da terapia em si, envolvendo quimioterapia e radioterapia, os pacientes têm grandes gastos com tratamento para aliviar os sintomas decorrentes. Muitos usam fraldas geriátricas e suplementos alimentares oncológicos, para que se mantenham com disposição, pois sua imunidade cai muito, especialmente devido à má-alimentação e aos sintomas da quimioterapia. Os suplementos têm um custo muito alto, como por exemplo, uma unidade que custa 25 reais, e a maioria dos pacientes usam dois a três por dia. O grupo de voluntários percebeu que, quando o paciente tivesse alta, teria dificuldades de continuar o tratamento
Segundo a diretoria, havia época em que Montenegro chegou a ter 21 pessoas cadastradas para atendimento pela Aapecan. O suporte prestado compreende fornecer suplementos alimentares oncológicos e medicamentos não cobertos pelo SUS. Como critérios básicos para o auxílio por parte da Aapecan, é preciso que o paciente de câncer esteja sendo acompanhado mediante tratamento, e que o grupo familiar totalize uma renda de até quatro salários mínimos. As representantes da entidade destacam que, independente de sua renda, todo e qualquer paciente com câncer pode receber o apoio psicossocial, de assistentes sociais e psicólogos.
Ao final, o Vereador reforçou que seu objetivo, a partir de 2017, será o de montar uma equipe para dar suporte a esta aproximação com a Aapecan. Serão mantidas conversações com Secretaria de Saúde, Assistência Social, Hospital Montenegro, além de outros setores. O próximo passo será organizar o roteiro deste encontro, e as parcerias necessárias para a concretização do trabalho.